quarta-feira, 30 de junho de 2010

Assassinato misterioso


No Guarujá, em São Paulo, uma notícia chocou a população na noite de ontem. Mariana Garcia Montenegro, de 21 anos, foi brutalmente assassinada.

Em sua casa, a polícia encontrou a moça morta no banheiro, o chuveiro estava ligado e junto ao corpo uma corda estava entrelaçada no pescoço e em um ferro da janela. Logo que a perícia chegou ao apartamento constatou que a vítima foi espancada até a morte.

Uma das provas encontradas foi um papel onde estava a seguinte frase: “Chegou a sua hora”. Segundo o porteiro um rapaz divertido entregou para a moça, outra testemunha disse que ligou para a polícia porque Mariana era muito tímida e a tarde o som estava ligado no máximo. Foi encontrado também um bolo de fubá envenenado dentro de seu carro, um jipe.

Amigos disseram que ela estava com muita dormência, as autoridades descobriram que ela é uma ex-circense. Ninguém foi preso até agora, a polícia está à procura do rapaz.

Alessandra de Carvalho Oliveira – 6ªB
(atividade proposta: criar uma notícia a partir
de palavras escolhidas por um colega)

terça-feira, 29 de junho de 2010

O menino da porteira

São constantes as minhas viagens para aqueles lados de Minas Gerais. Boiadeiro de longa data, herança de meus antepassados, levo, juntamente com meus companheiros de profissão, a boiada pras fazendas mais longínquas.

A estrada, por onde passamos mensalmente, tem suas particularidades. Além da paisagem que enche os olhos, numa das terras que temos de atravessar, há uma porteira logo abaixo do nome frondoso da fazenda “Ouro Fino” e nela sempre tínhamos a nossa espera um menininho com seus 8 anos, franzino, muito sorridente e cheio de disposição para nos ver e, principalmente, para me ouvir tocar berrante.

Logo que ouvia nossos primeiros ruídos, vinha correndo de sua casinha e subia na porteira, abrindo-a com o balanço de seu corpo para que passássemos sem precisarmos apiar do cavalo. Era engraçado porque não era gratuito esse serviço. Como dito, ele queria era ouvir o som majestoso de meu berrante: “Toca o berrante, seu moço, que é pra eu ficar ouvindo”, era a voz rouca daquele garoto de cima de sua porteira... com prazer e grande alegria, eu tocava aquele berrante pra fazer a alegria do menino e ainda lhe jogava uma moeda, tinha dó de vê-lo daquele jeito, aparentemente tão pobre, mas com um coração enorme e uma vontade de ser alguém na vida. Assim o foi também em nossa viagem de alguns meses atrás.

Não sabia que seria a última vez que o veria.

Em nossa volta, já só os cavaleiros, não o avistei correndo e nem tampouco abrindo caminho para nossa passagem. Logo pensei que o garoto pudesse estar doente, acamado ou com outro problema qualquer.

Galopei até sua humilde casinha e encontrei-me com sua mãe, aos prantos, triste e sem forças para as labutas do dia. Muito sem jeito, perguntou-me se não tinha visto na estrada uma cruz branquinha, bem pequenina. Não tinha visto, fiquei atento àquela ausência do menino que nem atinei em ver coisa alguma. Que golpe para o meu coração foi a revelação de que o seu filho tinha sido atacado por um boi bravo. Ele não teve como escapar, não tinha forças para vencer aquele bicho tão grande. Morreu pouco depois do primeiro golpe...

Sinceramente, não sabia como agir diante daquela mãe que chorava e lamuriava, com razão, a perda de seu único filho que tinha toda a vida pela frente. A maneira que encontrei foi lhe oferecer meus pêsames e alguma ajuda financeira, que ela recusou. Disse que dinheiro algum poderia trazer seu filhinho de volta.

Com lágrimas nos olhos, saí daquele casebre e fui contar o ocorrido aos meus companheiros e, num relance, vi tão pequena cruz à beira da estrada, local onde o “meu” menino da porteira havia sido atacado por um boi feroz.

Infelizmente, não tinha como desviar daquele caminho em minhas viagens. Passava pela estrada, avistava o sinal da morte, fazia o sinal da cruz, lembrava do garoto e não ousava tocar meu berrante por aquelas bandas. Causaria muita dor à mãe ouvir o som que tanto fazia bem ao seu menino.

Nunca me esquecerei do pequeno.

Que Deus permita que algum boiadeiro toque seu berrante no céu para alegrar o coração do menino da porteira.

Profª Taíse

17 de março de 2010




(fiz esse texto para exemplificar uma atividade que eles tiveram de fazer: transformar uma canção em prosa)




Morte misteriosa



Na noite de domingo, três jovens foram assassinados após saírem para o aniversário de uma amiga. Estavam com um carro no valor de R$ 25.000.000. Segundo a mãe, o filho trabalhava com o pai numa loja de roupas no centro de São Bernardo Do Campo, a mãe não quis informar o nome dos rapazes. Um amigo informou que um dos suspeitos era envolvido com tráfico de drogas.

Uma pessoa que viu informou que eles foram vítimas de latrocínio e fez o retrato falado dos ladrões.

Gabriel dos Santos

6ªB



Um caso inexplicável...



Uma mulher de origem humilde, grávida, sem saber ao certo o sexo do bebê, deu-lhe o nome de João. Quando pequeno, ficou órfão e foi criado por seus dois irmãos, tendo que trabalhar na enxada muito cedo.

Nos dias de muito calor, João suava bastante e entre seus amigos apenas ele estava com camisa. Um amigo lhe pergunta por que não tirava a camisa e ele permaneceu calado.

João era muito desconfiado. Na hora de tomar banho, trancava seu barraco, fugindo de qualquer estranho, mas nas últimas semanas sofreu de inchaço, muito cansado e não aguentando mais aquela situação, desesperado sem saber o que fazer.

Seus irmãos achando aquilo desimportante logo receitaram um purgante.

O gemido de João alertou seus dois irmãos, que foram ver o que havia acontecido. Chegando lá encontraram uma criança chorando que acabava de nascer.

A expressão de surpresa apareceu no rosto de todos, na verdade, João era uma mulher. Todos no povoado comentavam sobre isso, porém João nunca quis ser tratado feito menina. Hoje está Joãozinho mamando leite de peito e quando crescer um grande homem deverá ser.

Karoline
Bruna Salvador
Alessandra
6ªB

(A atividade era transformar em prosa o cordel "Estória de João-Joana", de Carlos Drummond de Andrade)